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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Natureza...Defendendo a Natureza!

Boitatá e Curupira se juntaram certo dia,

E saíram procurando, quem matava quem feria,

As árvores, animais e plantas, que nossas florestas encantam.

No caminho encontraram o Negrinho do pastoreio,

Que junto com o Saci, estava a dar um passeio,

Conferindo a fauna e a flora, vendo se tudo andava a contento,

Derrepente avistaram uma coluna de fumaça,

Que surgia no horizonte...

Boitatá que apesar, de fogo cuspir pelas ventas,

Detesta saber de queimadas principalmente aquelas,

Que o covarde homem inventa...

A preocupação aumentou ao verem que com a fumaça,

O fogo já aparecia,

Boitatá então combinou,

Com o Negrinho, o Saci e o Curupira,

Que deviam se separar, e cada qual pegar um rumo,

Para chegarem ao local aonde o fogo ardia...

Boitatá foi pelo rio, nadando a braçadas largas,

Saci subiu na garupa do belo cavalo baio,

Que montado já estava o Negrinho do Pastoreio...

E partiram em grande galope,

Curupira por sua vez, montado em seu porco do mato,

Saiu também em disparada para constatar o fato...

Chegaram então nossos heróis no lugar que o fogo surgia,

E viram com grande tristeza aquilo que já se temia...

Jacarandás, acajus, cedros-brancos e da várzea,

Jatobás e seringueiras... Eram apenas algumas,

Dentre tantas outras árvores,

Que em tristes troncos queimados,

Haviam se transformado...

Por força da covardia de mais uma vil queimada...

Grandes aves e passarinhos voavam em desatino,

Macacos, onças, preguiças, tatus, pacas e ouriços,

Desorientados estavam assim como outros bichos.

Perdiam-se tocas e ninhos,

Filhotes jaziam fritos,

Chorava a natureza, em um uníssono grito...

Boitatá, que liderava o grupo que vira em defesa,

Chamou os outros e disse...

Tomemos uma atitude,

Pois temos que combater,

Antes que mais se propague,

As chamas que aqui ardem...

Assim sendo Boitatá começou a engolir,

Com avidez e vontade,

As grandes chamas do incêndio...

Saci foi até a beira do rio,

Que a grande floresta cortava,

E pediu a deusa Iara,

Que grandes ondas se criassem...

E logo foi atendido,

E mais que o seu pedido,

Iara fez com que, as águas mansas do rio,

Subissem ao céu, e descessem,

Em forma de temporal...

Curupira juntou-se então, ao Negrinho do Pastoreio,

Para levarem os animais,

Para um lugar mais seguro...

Pois as águas tanto subiram que o céu foi ficando escuro...

Formando a tempestade,

Que logo desceu com vontade,

Que o fogo não resistiu,

As chamas viraram estrelas e subiram rumo ao céu,

As cinzas se transformaram em belos jardins floridos,

O resto da água da chuva formou um grande e lindo lago,

De cor azul cristalina,

Onde grandes borboletas de belas e vivas cores,

Revoavam com alegria...

Os animais em festa deram vivas ao Negrinho,

Abraçaram o Saci, Boitatá e Curupira,

Pois muito felizes estavam naquele novo lugar,

Que a força da natureza,

Assim fez transformar...

Vencendo a maldade do homem,

Que tudo queria queimar!

Quem sabe se todos nós,

Juntos como nossos heróis,

Possamos mais defender,

O verde das nossas matas,

O belo azul do céu, as águas dos mares e rios,

O ar soprado por Deus,

Que nos dá vida e alegria,

Pois estamos por um fio,

De ver tudo isso morrer.

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