Ferreira, “o que vem da terra, rica em ferro”, Gullar, “guloso, comilão, ou aquele que grita”… Então assim fostes tu, poeta que hoje nos deixa, Saudosos de suas rimas e de sua forte escrita, O homem forte como ferro, guloso e comilão, O que gritou e ainda grita, no teor de suas entrelinhas, com a pena de sua caneta um bloco, ou um caderno, no teclado da velha máquina de escrever, ditaste na ditadura, em versos, trovas e poemas, que a liberdade das palavras, deveria ser respeitada, sem medo da retaliação, da política dos generais, que levavam para os calabouços obscuros das prisões, todos os que assim abusavam “De enfrentar os mandões”… Então, assim como tantos outros, te recolhestes, no exterior, Com certeza infeliz, deixando para trás a luta, Pela Democracia de seu país… Ao voltar não escapastes, de também sofrer as algúrias, Da cela fria de uma prisão, por voltar para a frente guerreira, Que enfrentava os comandantes, que...