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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Feliz Centenário Mãe! Onde quer que você esteja!






No dia 14 de Outubro deste ano de 2014, se neste plano estivesse, minha saudosa, amada e querida mãe, teria completado um centenário de vida, hoje, triste por não ter lembrado de uma data tão importante para a minha vida, resolvi nesta narrativa, descrever um pouco do viver desta que foi, é e será para sempre a maior dádiva que Deus me concedeu como exemplo, para que fosse dado o início de todo o meu viver até hoje calçado no amor, na harmonia, na paz e principalmente no respeito pelo próximo e semelhante.

Da união de um imigrante italiano chamado João Landi e de uma Fluminense de origem indígena chamada Rosália Rosa da Conceição Landi, em 14 de Outubro de 1914, Maria Brigida Landi, de acordo com suas próprias informações nasceu na região da Serra da Mazomba, no Município de Itaguaí/RJ.

Ainda menina, mudou-se para o Bairro de Sepetiba/RJ, onde seu pai João Landi, estabeleceu-se, em sociedade com um amigo de origem espanhola, (que não me recordo o nome) no negócio de Fabricação de Cal, extraído da moagem de cascas de ostras e mariscos.

Além de Maria Brigida, João Landi e Rosália, tiveram mais 04 (quatro filhos), Pedro Landi, Natalina Landi, Mafalda Landi e Ezequias Landi, a família habitava em um Sítio da região, onde todos foram criados.

A infância dos meninos Landi, foi coberta de muitas diversões e folguedos, e a união entre os irmãos, foi uma máxima por toda a existência dos mesmos, hoje todos falecidos, deixaram esta união, como um legado para seus filhos, que repassam para os netos, e, embora, tendo em vista os caminhos e destinos que levam as pessoas a buscarem e viverem seus propósitos e projetos de vida cada qual onde melhor lhe apraz e contribui para as realizações, o relacionamento entre todos seus ascendentes, estreitam-se de maneira carinhosa e grande estima, mesmo a distância e até mesmo que muitos não se conheçam pessoalmente.

Em uma certa ocasião, João Landi recebeu a visita de alguns homens, que também com relato de Maria Brigida, pelo idioma que conversavam com seu pai, eram de origem Italiana, e logo após esta visita, João Landi foi acometido de um derrame cerebral, até chegar ao falecimento.

Em 1933, então com 18 anos, Maria Brigida casou-se com Severino Isídio da Silva, um Paraibano, Policial Militar, mais velho que ela aproximadamente 15 anos, desta união nasceram dois filhos, Assele e Haroldo, porém histórias de mal tratos por parte do marido, fizeram Maria Brigida resolver por abandoná-lo, deixando também seus filhos, o que na época era considerado um ato grave e que colocava a (s) mulher (es) em uma situação mal vista pela sociedade em geral.

Dai por diante, Maria Brigida passou a viver sua independência, trabalhando como ajudante de costura, como empregada no antigo Moinho Inglês, e até como lavadeira e passadeira, divertindo-se, frequentando muitos bailes nas casas dançantes da época, Estudantina, Elite do Méier, Cordão do Bola Preta e tendo, como seria natural, vários outros relacionamentos, que lhe rendeu mais 04 filhos, sendo três mulheres do relacionamento com João Pereira (falecido) Terezinha, Vanda (falecida) e Maria Lúcia (falecida) e eu, que tive a sorte de ter a disputa de três rapazes pela minha paternidade, dois de nome José e um Sebastião, tendo um dos José, assumido a minha paternidade e dando-me seu sobrenome, De Oliveira Barros.

Minha infância, foi coberta de muitos momentos felizes, apesar das dificuldades e até algumas faltas de coisas básicas, porém, sempre cuidado não só pela minha Mãe, como pelos meus irmãos, inclusive tendo tido uma boa parte vivido com minha irmã Assele, como se fosse seu filho, gozando de boas residências e educação, haja vista que era ela formada em Filosofia, Folclore e Geografia, tendo sido Diretora do Instituto de Educação De Campo Grande e meu cunhado Médico, tendo portanto, uma vida bem mais abastada do que a que vivianos eu, minha mãe e minhas outras três irmãs, no entanto, entre muitas idas e vindas, aos 14 anos resolvi de vez viver com minha mãe e irmãs, começando então uma vida meio nômade, ou seja, morando em vários lugares, tais como: Bento Ribeiro, Realengo, Coelho Neto, São Francisco (B. Roxo), Guadalupe, Xavantes (B. Roxo), Farrula (B. Roxo), Santa Amélia (B. Roxo), e também já nesta época, começado minha independência financeira, sendo cobrador de transporte coletivo, ajudante de bares, mercearias, quitandas, camisaria, e no antigo mercado de peixes da Praça XV, onde um padrasto comercializava sardinha a noite, até chegar a idade do serviço militar e dai por diante, construir todo o restante de minha história até o presente momento.

E tudo isso, com muito orgulho daquela que foi para mim, independente de sofrimentos, faltas e necessidades que eu venha ter passado junto com minhas irmãs, a melhor Mãe do Mundo, que nunca deixou que nós caminhássemos por caminhos que não fossem honestos, seguros e de firme propósito, e que mantivéssemos sempre nossas integridades e honestidades acima de qualquer coisa,
Além da Fé e crença em Deus.

Esta é uma singela porém ardorosa e saudosa homenagem a Mulher, Irmã, Amiga e Companheira, Dona Brigida, que reafirmando, tive o privilégio de ter como Mãe e Protetora, e assim será até nos reencontrarmos na Eternidade Divina.

FELIZ CENTENÁRIO DE VIDA PLENA E ETERNA MÃE!!!

Com amor e carinho de seu filho.
Gutemberg Landi
20.10.2014



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